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Após investigação, Ministério do Trabalho recomenda medidas para reduzir sobrecarga em UPAs de Presidente Prudente

Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Norte de Presidente Prudente Emerson Sanchez/TV TEM O Ministério Público do Trabalho (MPT) recomendou que o Consó...

Após investigação, Ministério do Trabalho recomenda medidas para reduzir sobrecarga em UPAs de Presidente Prudente
Após investigação, Ministério do Trabalho recomenda medidas para reduzir sobrecarga em UPAs de Presidente Prudente (Foto: Reprodução)

Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Norte de Presidente Prudente Emerson Sanchez/TV TEM O Ministério Público do Trabalho (MPT) recomendou que o Consórcio Intermunicipal do Oeste Paulista (Ciop) adote medidas para corrigir falhas de ergonomia e combater a sobrecarga laboral de funcionários nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Zona Norte e do Bairro Ana Jacinta, em Presidente Prudente (SP). A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (3). A medida, de natureza extrajudicial e assinada pela procuradora do Trabalho Renata Aparecida Crema Botasso, surge após a constatação de diversos problemas que comprometem a saúde e a segurança das equipes nas unidades investigadas. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Sobrecarga e estrutura precária As investigações apontaram que, embora não tenha sido constatado um déficit fixo de pessoal de enfermagem, os profissionais relatam sobrecarga laboral constante. O ambiente de trabalho apresenta falhas estruturais e ergonômicas específicas, tais como: Poltronas quebradas na sala de medicação da UPA da Zona Norte; Macas quebradas ou com o funcionamento comprometido em ambas as UPAs; Cadeiras da recepção inadequadas para longos períodos de permanência na mesma posição em ambas as UPAs; Ausência de concessão de pausas ergonômicas durante as jornadas de trabalho em ambas as UPAs; Falta de programas de ginástica laboral em ambas as UPAs. O inquérito também reuniu relatos de funcionários sobre o elevado volume de trabalho, rotatividade frequente de funções (entre a medicação e a observação), alto índice de absenteísmo (faltas) e a ausência de substitutos para profissionais em férias ou afastados por razões médicas. UPA do Ana Jacinta em Presidente Prudente Emerson Sanchez/TV TEM Análises ergonômicas Na recomendação, o MPT determinou que o Ciop elabore e implemente novas Análises Ergonômicas do Trabalho (AETs) que considerem as peculiaridades de cada ala das unidades de saúde. Essas análises deverão abordar de forma detalhada aspectos como: Escalas de plantão e períodos de repouso (diurnos e noturnos); Quantitativo efetivo de trabalhadores por turno e a distribuição real das tarefas; Fluxos de comunicação interna e canais formais para registro de queixas de fadiga ou fatores psicossociais; Avaliação da carga cognitiva, pressão de tempo, exigência emocional e fadiga mental; Impacto das jornadas prolongadas na recuperação psicofisiológica e no desempenho dos funcionários; Participação direta dos trabalhadores na validação das análises. A procuradora Renata Botasso ressaltou que a organização do trabalho deve ser compatível com a preservação da saúde física e mental. “As normas vigentes, notadamente a Norma Regulamentadora nº 17, impõem ao empregador a obrigação de assegurar condições organizacionais e ambientais compatíveis com a saúde, segurança e conforto dos trabalhadores, em especial em ambientes hospitalares de urgência e emergência, caracterizados por grande intensidade ocupacional”, afirmou a procuradora. LEIA TAMBÉM Mulheres vítimas de violência receberam R$ 822 mil em auxílio-aluguel no Oeste Paulista; saiba como buscar apoio São Charbel, Padre Pio e mais: conheça histórias por trás de santos que têm imagens gigantes às margens de rodovia no interior de SP Tucano baleado com chumbinho não resiste após cirurgia, amputação da asa e estresse no interior de SP Prazos e penalidades O documento estipula prazos diferentes para o cumprimento das obrigações por parte do consórcio: 10 dias: para o Ciop confirmar por peticionamento eletrônico que tomou ciência oficial do teor da recomendação; 30 dias: para cessar completamente a situação de sobrecarga laboral dos funcionários nas duas UPAs; 60 dias: para corrigir as irregularidades estruturais (cadeiras, poltronas e macas), conceder as pausas ergonômicas, aplicar a ginástica laboral e apresentar as novas análises ergonômicas concluídas. O MPT advertiu que o descumprimento dos prazos ou a falta de resposta ensejará a imediata adoção de medidas administrativas e judiciais cabíveis, incluindo o ajuizamento de uma ação civil pública na Justiça do Trabalho. O g1 solicitou posicionamento ao Ciop e aguarda retorno. Initial plugin text Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM